O botequim ao lado.
Como não poderia deixar de ser, existia um
botequim de um português, o seu Manuel.
Ele abastecia os apartamentos de refrigerantes e cervejas que eram ali consumidos ou trazidos para suas residências sem pagamento.
As compras eram anotadas num caderno velho e sujo, cujas folhas eram tituladas com os números dos apartamentos consumistas.
Era o paraíso das por causa das balas e guloseimas e ponto de encontro dos chefes de família que faziam dali o seu Happy Hour a cada chegada do trabalho.
Ali se discutia futebol, política e como esperado, o assunto predileto da galera: mulher.
A mulherada do prédio ficava uma fera, porque sabiam do que rolava e ia ate tarde o que atrasava o jantar que coincidia com o horário das novelas.
No final do mês, os consumistas pagavam as suas contas, fechadas no velho caderno.
O engraçado e que o seu Manuel incluía na soma, feita com a lápis preso na orelha, o numero do apartamento, só percebido pelos moradores depois que o morador do 1801 protestou.
Nesta época, por causa da inflação a moeda era infame.
Um quilo de file custava 5 mil cruzados.
Vários fatos marcaram o lugar.
Certa vez entrou um novo morador do predigo no botequim e solicitou a carta de vinhos, no que de pronto, respondeu o seu Manuel: temos carta de baralhos para jogar 21.
Vinho tem o Sangue de Boi de garrafão muito apreciado pelos gajos.
Noutra feita, a bronca de um prestador de serviço.
O boteco servia refeições barata para o pessoal que trabalhava nas obras ao redor e aos próprios empregados do prédio.
O homem trabalhava com o seu irmão numa obra do prédio.
Para não parar o serviço, um almoçava antes, e o outro depois.
Sempre o mesmo horário, 11,30 h chegava o irmão para o almoço.
Ás 12,00 horas chegava o homem. Uma rotina.
Pedia um conhaque, para abrir o apetite e depois a gororoba (comida).
No final do dia, outro conhaque para relaxar, só para ele, sempre acompanhado pelo irmão.
Neste dia, depois de pedir o conhaque, o homem esbravejou: Se deres conhaque para o meu irmão no almoço vou-lhe quebrar.
O que seu Manuel nada entendeu, respondendo apenas: ora, pois pois.
Mas a bronca feia foi por parte o síndico.
Embora brigão e turrão, tinha um coração enorme.
Percebendo a dificuldade dos empregados ele solicitou em Assembleéia uma verba para a comida dos empregados, o que foi aprovado.
Nesta época ainda não existia a obrigatoriedade do vale refeição, beneficio concedidos, na época, somente por grandes corporações.
O síndico, fez então uma parceria com o seu Manuel, que fornecia as refeições para os empregados e ao final do mês era reembolsado.
Numa feita, o síndico decidiu tomar uma cervejinha gelada no boteco.
Enquanto aguardava o seu Manuel trazer a mesma ele pode observar que diversos empregados bebericavam a cerva além de consumirem cigarros.
O malandro do Portuga aceitava o vale refeição em troca de fumo e bebidas.
O convenio acabou e o síndico resolveu montar uma cozinha.
Mas isto e outra historia.
Ele abastecia os apartamentos de refrigerantes e cervejas que eram ali consumidos ou trazidos para suas residências sem pagamento.
As compras eram anotadas num caderno velho e sujo, cujas folhas eram tituladas com os números dos apartamentos consumistas.
Era o paraíso das por causa das balas e guloseimas e ponto de encontro dos chefes de família que faziam dali o seu Happy Hour a cada chegada do trabalho.
Ali se discutia futebol, política e como esperado, o assunto predileto da galera: mulher.
A mulherada do prédio ficava uma fera, porque sabiam do que rolava e ia ate tarde o que atrasava o jantar que coincidia com o horário das novelas.
No final do mês, os consumistas pagavam as suas contas, fechadas no velho caderno.
O engraçado e que o seu Manuel incluía na soma, feita com a lápis preso na orelha, o numero do apartamento, só percebido pelos moradores depois que o morador do 1801 protestou.
Nesta época, por causa da inflação a moeda era infame.
Um quilo de file custava 5 mil cruzados.
Vários fatos marcaram o lugar.
Certa vez entrou um novo morador do predigo no botequim e solicitou a carta de vinhos, no que de pronto, respondeu o seu Manuel: temos carta de baralhos para jogar 21.
Vinho tem o Sangue de Boi de garrafão muito apreciado pelos gajos.
Noutra feita, a bronca de um prestador de serviço.
O boteco servia refeições barata para o pessoal que trabalhava nas obras ao redor e aos próprios empregados do prédio.
O homem trabalhava com o seu irmão numa obra do prédio.
Para não parar o serviço, um almoçava antes, e o outro depois.
Sempre o mesmo horário, 11,30 h chegava o irmão para o almoço.
Ás 12,00 horas chegava o homem. Uma rotina.
Pedia um conhaque, para abrir o apetite e depois a gororoba (comida).
No final do dia, outro conhaque para relaxar, só para ele, sempre acompanhado pelo irmão.
Neste dia, depois de pedir o conhaque, o homem esbravejou: Se deres conhaque para o meu irmão no almoço vou-lhe quebrar.
O que seu Manuel nada entendeu, respondendo apenas: ora, pois pois.
Mas a bronca feia foi por parte o síndico.
Embora brigão e turrão, tinha um coração enorme.
Percebendo a dificuldade dos empregados ele solicitou em Assembleéia uma verba para a comida dos empregados, o que foi aprovado.
Nesta época ainda não existia a obrigatoriedade do vale refeição, beneficio concedidos, na época, somente por grandes corporações.
O síndico, fez então uma parceria com o seu Manuel, que fornecia as refeições para os empregados e ao final do mês era reembolsado.
Numa feita, o síndico decidiu tomar uma cervejinha gelada no boteco.
Enquanto aguardava o seu Manuel trazer a mesma ele pode observar que diversos empregados bebericavam a cerva além de consumirem cigarros.
O malandro do Portuga aceitava o vale refeição em troca de fumo e bebidas.
O convenio acabou e o síndico resolveu montar uma cozinha.
Mas isto e outra historia.


