A moradora fogosa e o zelador português.


O zelador do prédio era o sr. Manuel, um português de Trás dos Montes, casado com a Dona Maria também da mesma região.
Moravam no apartamento destinado ao zelador no térreo.
Além de zelador o seu Manuel era um faz tudo, consertando e fazendo pequenos reparos nos apartamentos dos moradores em troca de pequenas gorjetas que ajudavam no orçamento doméstico.
Como não tinham filhos, a Dona Maria trabalhava como doméstica em um dos apartamentos.
Numa ocasião, mudou-se para o prédio, um casal jovem e sem filhos.
Ela, Gisele, uma loira, alta, de olhos azuis, falante e com um olhar de malícia.
Ele, Roberval, reservado, trabalhava em plataforma de petróleo, com regime de quinze dias embarcado e quinze dias em terra.
Como a Gisele não trabalhava, ficava angustiada nos períodos que o Roberval estava embarcado.
Os dias não passavam e ela sem nada para fazer, ficava horas a ver novelas e revistas pensando em besteiras.
Certa feita houve um vazamento na pia da suíte do casal.
Ela apelou para o seu Manuel que providenciasse o conserto, marcado para o fim da tarde, quando largasse o serviço.
Por volta das cinco horas da tarde, apareceu o seu Manoel devidamente equipado com a sua caixa de ferramentas.
Abaixado para verificar o vazamento foi surpreendido sendo apalpado e abraçado por trás.
A levantar-se foi agarrado pelo pescoço e beijado.
Assustado gritou: Ai Jesus, a Maria não pode saber.
O português, na própria cama de casal, acalmou aquela potra fogosa no cio.
Depois, um pouco cansado, providenciou o conserto, que era bem simples.
Apenas a troca da carrapeta da torneira.
Na mesma semana a torneira voltou a pingar e lá ia o seu Manoel fazer o conserto.
Isto acontecia três e às vezes quatro vezes, nas quinzenas que o Roberval estava embarcado.
Era engraçado que no período que o marido estava em casa, a torneira não pingava e nenhum reparo era necessário.
Talvez era porque o Roberval mesmo fizesse o serviço, se é que vocês me entendem.
A vida foi tocando, mas sorrisos e olhares marotos no elevador por parte da Gisele e o eu Manoel, começaram a aguçar a curiosidade das fofoqueiras de plantão, moradoras do prédio.
Esta desconfiança chegou ao conhecimento de Dona Maria, que os flagrou na garagem, combinando outro conserto.
"Oh Benedito", gritou ela, com fúria: este canalha esta me traindo com esta cadela.
Sou uma corna, disse e passou a bater no seu Manoel com raiva.
Escândalo formado, não restou ao síndico, demitir o Manoel, dando-lhe três dias para que desocupasse o apartamento.
O mesmo ocorrendo com a Dona Maria.
Gisele, aproveitando que o marido tinha acabado de seguir para a plataforma, procurou um apartamento na praia num bairro distante.
Entregou o apartamento, já que eram inquilinos, e tratou da mudança.
Com se falavam, via rádio, uma vez por semana, explicou a Roberval que estava fazendo isto em razão da melhor qualidade de vida para o casal.
Quando chegou, na semana seguinte, foi direto para o novo apartamento na praia.
E a vida foi seguindo e não tivemos mais noticias do casal e dos vazamentos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário