O prédio tinha uma equipe de cerca de vinte
empregados entre porteiros, zelador e a turma da faxina.
Por comodidade dos empregados e do próprio condomínio, eles moravam em um alojamento que na verdade, eram duas salas existentes na garagem superior e inferior.
Nelas foram instaladas camas beliches e alguns armários de aço, com chaves para que os empregados guardassem os seus pertences.
A rotatividade neste tipo de atividade e muito intensa. Por isto mesmo eram comuns as demissões e admissões, embora alguns empregados permanecessem no prédio por anos.
Esta atividade e em grande maioria, no Rio de Janeiro, era exercida por Nordestinos e função da migração motivada por empregos.
A denominação Paraíba, como sugere o título do artigo não é pejorativa.
Muito pelo contrário, trata-se de um povo honesto e trabalhador.
Certo dia, o síndico inconformado com o trabalho de um empregado vindo da Paraíba solicitou ao zelador que providenciasse a sua demissão, antes de partir para o seu trabalho.
O zelador ligou para a administradora do condomínio e pediu parra que providenciassem a demissão do empregado, quando foi informado da necessidade de que o mesmo se apresentasse ao local para a formalização do fato.
O Paraíba, ao se informado, cantarolou com a sua viola :
Por comodidade dos empregados e do próprio condomínio, eles moravam em um alojamento que na verdade, eram duas salas existentes na garagem superior e inferior.
Nelas foram instaladas camas beliches e alguns armários de aço, com chaves para que os empregados guardassem os seus pertences.
A rotatividade neste tipo de atividade e muito intensa. Por isto mesmo eram comuns as demissões e admissões, embora alguns empregados permanecessem no prédio por anos.
Esta atividade e em grande maioria, no Rio de Janeiro, era exercida por Nordestinos e função da migração motivada por empregos.
A denominação Paraíba, como sugere o título do artigo não é pejorativa.
Muito pelo contrário, trata-se de um povo honesto e trabalhador.
Certo dia, o síndico inconformado com o trabalho de um empregado vindo da Paraíba solicitou ao zelador que providenciasse a sua demissão, antes de partir para o seu trabalho.
O zelador ligou para a administradora do condomínio e pediu parra que providenciassem a demissão do empregado, quando foi informado da necessidade de que o mesmo se apresentasse ao local para a formalização do fato.
O Paraíba, ao se informado, cantarolou com a sua viola :
"Daqui não saio daqui ninguém me tira....."
Ao chegar do trabalho no fim do dia, o sindico,
indagou ao zelador sobre o empregado.
Ao ser informado dos fatos ocorridos, o
mesmo, furioso, adentrou no alojamento dos empregados, encontrando o dito cujo,
sentado na cama beliche, cantarolando acompanhado de sua viola.
O sindico
esbravejou, pisou firme na cama beliche quebrando-a.
O Paraíba saiu igual a uma
bala, pela porta da garagem, para pegar o caminho da rua.
O sindico irritado
pegou a viola e a mala do Paraíba e jogou no meio da rua.
Carros destruiriam a sua
viola e suas roupas foram espalhadas pela rua.
Os demais empregados assustados
assistiam a tudo.
Dai o sindico falou: o que estão olhando? Não têm o que fazer?
Todos se retiraram rapidamente.
O Paraíba não voltou, mas quase um ano depois o
condomínio recebeu uma comunicação do Ministério do Trabalho sobre a reclamação
trabalhista.

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